ARTIGO ORIGINAL
OS PROBLEMAS BUCAIS IMPACTAM NA QUALIDADE DE VIDA DE TÉCNICOS E ENFERMEIROS HOSPITALARES?
DO ORAL HEALTH ISSUES IMPACT THE QUALITY OF LIFE OF HOSPITAL TECHNICIANS AND NURSES?
¿LOS PROBLEMAS BUCALES IMPACTAN EN LA CALIDAD DE VIDA DE LOS TÉCNICOS Y ENFERMEROS HOSPITALARIOS?
https://doi.org/10.31011/reaid-2026-v.100-n.1-art.2547
1Júlia Saraiva de Almeida Barbosa
2Maiara Campos Linhares Sampaio
3Sarah Miranda Cosmo
4Maria Helena Monteiro de Barros Miotto
5Elizabeth Pimentel Rosetti
1Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0450-5642
2Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-2461-9006
3Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil. ORCID: http://orcid.org/0009-0008-1174-4722
4Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3227-7608
5Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-8539-3154
Autor correspondente
Maiara Campos Linhares Sampaio
Avenida Estudante José Júlio de Souza, 2040 - Edifício Mar Dourado - apto 703 – Praia de Itaparica/Vila Velha/Espírito Santo/Brasil, cep:29102-010. Telefone: 27-997720063. E-mail: maiaracampos@yahoo.com.br
Submissão: 15-04-2025
Aprovado: 26-09-2025
Introducão: Os problemas bucais podem afetar a vida dos indivíduos nos âmbitos social, físico e emocional, impactando negativamente na qualidade de vida. Objetivo: avaliar o impacto de problemas bucais na qualidade de vida de técnicos de enfermagem e enfermeiros hospitalares e possível associação com variáveis sociodemográficas e níveis de estresse. Métodos: A amostra foi composta por 111 profissionais de enfermagem de um hospital universitário do Espírito Santo, Brasil. Foram aplicados o formulário sociodemográfico e os questionários Oral Health ImpactProfile e Escala Bianchi de Stress. Para análise estatística foram utilizados os testes Exato de Fisher, Odds-ratio e Mantel-Haenzsel. Resultados: A qualidade de vida foi impactada pelos problemas de saúde bucal em 57 (51,4%) indivíduos. A maior percepção de impacto foi encontrada em indivíduos acima de 50 anos, solteiros, viúvos e divorciados, com até 12 anos de estudo e até 5 salários-mínimos. As dimensões de maior impacto foram a dor física e o desconforto psicológico. Técnicos de enfermagem apresentaram maior impacto na qualidade de vida quando comparado com os enfermeiros. Foi encontrada relação significativa do impacto de saúde bucal com a variável estresse, no qual os indivíduos com médio/alto nível de estresse apresentaram uma chance 1,618 vezes maior de impacto na qualidade de vida. Conclusão: As condições de saúde bucal influenciaram na qualidade de vida desses profissionais e maiores níveis de estresse colaboram para maior frequência de impacto.
Palavras-chave: Qualidade de Vida; Saúde Bucal; Saúde do Trabalhador; Equipe de Enfermagem.
ABSTRACT
Introduction: Oral problems can affect individuals’ lives in social, physical, and emotional aspects, negatively impacting their quality of life. Objective: To evaluate the impact of oral health issues on the quality of life of nursing technicians and hospital nurses and possible associations with sociodemographic variables and stress levels. Methods: The sample consisted of 111 nursing professionals from a university hospital in Espírito Santo, Brazil. Sociodemographic forms and the Oral Health Impact Profile and Bianchi Stress Scale questionnaires were administered. Fisher's Exact Test, Odds Ratio, and Mantel-Haenszel tests were used for statistical analysis. Results: Quality of life was impactedby oral healthproblems in 57 (51.4%) individuals. The highest perception of impact was found in individuals over 50 years old, single, widowed, and divorced, with up to 12 years of education and up to 5 minimum wages. The dimensions with the greatest impact were physical painand psychological discomfort. Nursing technicians showeda greater impact on quality of life compared to nurses. A significant relationship was found between oral healthimpact and the stress variable, where individuals withmedium/high levels of stress had a 1.618 times greater chance of impact on quality of life. Conclusion: Oral health conditions influenced the quality of life of these professionals, and higher levels of stress contribute to a higher frequency of impact.
Keywords: Quality of Life; Oral Health; Nursing Team; Occupational Health.
RESUMEN
Introducción: Los problemas bucales pueden afectar la vida de los individuos en los ámbitos social, físico y emocional, impactando negativamente en la calidad de vida. Objetivo: Evaluar el impacto de los problemas bucales en la calidad de vida de los técnicos en enfermería y enfermeros hospitalarios y la posible asociación con variables sociodemográficas y niveles de estrés. Métodos: La muestra estuvo compuesta por 111 profesionales de enfermería de un hospital universitario en el Espíritu Santo, Brasil. Se aplicaron el formulario sociodemográfico y los cuestionarios Oral Health Impact Profile y Escala Bianchi de Estrés. Para el análisis estadístico se utilizaron las pruebas Exacta de Fisher, Odds-ratio y Mantel-Haenszel. Resultados: La calidad de vida fue impactada por los problemas de salud bucal en 57 (51,4%) individuos. La mayor percepción de impacto se encontró en individuos mayores de 50 años, solteros, viudos y divorciados, con hasta 12 años de estudios y hasta 5 salarios mínimos. Las dimensiones de mayor impacto fueron el dolor físico y el malestar psicológico. Los técnicos en enfermería presentaron un mayor impacto en la calidad de vida en comparación con los enfermeros. Se encontró una relación significativa entre el impacto de la salud bucal y la variable estrés, en la cual los individuos con nivel de estrés medio/alto presentaron una probabilidad 1,618 veces mayor de impacto en la calidad de vida. Conclusión: Las condiciones de salud bucal influyeron en la calidad de vida de estos profesionales y los mayores niveles de estrés colaboran para una mayor frecuencia de impacto.
Palabras clave: Calidad de Vida; Salud Bucal; Salud del Trabajador; Equipo de Enfermería.
INTRODUÇÃO
A saúde bucal vai muito além da função, abrange também questões estéticas e psicoemocionais1. Os problemas de saúde bucal possuem raízes mais profundas, em questões sociais, culturais, políticas e econômicas. A condição bucal impacta em diversas áreas da vida do indivíduo, como em sua vida social, na alimentação, em atividades diárias e na qualidade de vida2. A qualidade de vida envolve questões físicas, mentais, psicológicas e emocionais, usualmente avaliada pelo instrumento Oral Health Impact Profile (OHIP-14)3,4.
Nota-se uma crescente preocupação nas pesquisas em avaliar o impacto das disfunções bucais na qualidade de vida das pessoas, relacionando-os às limitações funcionais, bem-estar emocional e social5. Levar em consideração a percepção das pessoas sobre a sua própria saúde bucal é de extrema relevância para analisar possíveis adversidades que um método clínico não seria capaz4,6,.
A qualidade de vida interfere diretamente na qualidade do trabalho e nas relações interprofissionais, afetando a motivação, satisfação e a produtividade do profissional5. A partir de estudos sobre o tema, é possível desenvolver ações e práticas que visam beneficiar os trabalhadores, trazendo bem-estar e aumento da qualidade dos serviços prestados7. Desordens bucais podem ocasionar distúrbios emocionais comprometendo a eficiência de atividades comuns diárias dos trabalhadores. Da mesma forma que distúrbios emocionais, como o estresse, podem interferir negativamente na saúde bucal, comprometendo também essa eficiência2.
Um alto nível de estresse proveniente do trabalho resulta em uma queda na qualidade de vida, gerando desmotivação, irritação, impaciência, depressão e infelicidade no ambiente pessoal. Esses fatores modificam a forma como o indivíduo interage nas diversas áreas da sua vida, uma vez que o trabalho assume um papel decisivo na saúde e na qualidade de vida7,8.
Os profissionais de enfermagem frequentemente encaram a realidade do estresse ocupacional devido à natureza desafiadora e exigente de suas funções9. Tanto enfermeiros quanto técnicos de enfermagem estão sujeitos a elevados níveis de estresse, que se tornou mais evidente devido ao surgimento da pandemia de COVID-19. Além disso, altas cargas de trabalho, altas demandas físicas e emocionais envolvidas em suas tarefas colaboram para a piora na qualidade de vida, colaborando para o aumento de licenças médicas, absenteísmo, queda de produtividade, impaciência e dificuldades interpessoais7,10.
A avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal em enfermeiros hospitalares é um tema de grande relevância no contexto da saúde ocupacional, em especial após a pandemia COVID-19. Os enfermeiros desempenham um papel fundamental nos cuidados de saúde, no entanto, a saúde bucal muitas vezes é negligenciada dentro deste grupo profissional, apesar de sua importância11. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de problemas bucais na qualidade de vida e sua possível associação com as variáveis sociodemográficas e níveis de estresse da equipe de enfermagem hospitalar.
MÉTODOS
Considerações éticas
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer n° 4.768.935. Todos os participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.
Desenho do estudo
Trata-se de uma pesquisa epidemiológica analítica do tipo transversal, realizada no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM), no sudeste do Brasil.
População
A amostra total faz parte da população total de 565 técnicos de enfermagem e enfermeiros do HUCAM. Para o cálculo da amostra, foram utilizados como parâmetros uma prevalência de impacto de problemas bucais de 30%, nível de significância (α) de 0.05, poder do teste de 80%, que resultou em uma amostra de 106 participantes. O programa estatístico utilizados no cálculo amostral foi G*Power versão 3.1.9.2.
O método de escolha dos profissionais foi feito através da aleatorização, utilizando a tabela de números aleatórios. Quando não encontrado ou na negativa de participação do profissional sorteado, após duas tentativas, o critério de substituição foi realizar um novo sorteio. Depois do sorteio, os trabalhadores foram abordados em seus locais de trabalho. Como critério de inclusão, o profissional deveria estar em exercício profissional efetivo. Foram excluídos aqueles que não puderam ser localizados, que recusaram participar do estudo ou estavam em licença durante o período de coleta de dados. No total, 111 profissionais (64 técnicos e 47 enfermeiros) participaram desta pesquisa.
Coleta de dados
A coleta de dados envolveu a aplicação de questionários validados por meio de uma equipe de pesquisadores. A abordagem foi realizada no ambiente de trabalho, onde foram fornecidas instruções sobre o preenchimento dos questionários para garantir que os participantes compreendessem cada questão. Foram aplicados o formulário sociodemográfico e dois questionários validados autopreenchidos: Oral Health Impact Profile (OHIP-14) e a Escala Bianchi de Stress.
O OHIP-14 é um instrumento de avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Ele é composto por 14 questões que abordam diferentes aspectos do impacto dos problemas bucais. Essas questões cobrem áreas como dor, desconforto, limitações funcionais, autoconsciência e impacto psicossocial. Para a codificação das respostas do OHIP, foi utilizada uma escala de frequência do tipo Likertde cinco pontos, e os resultados foram avaliados de forma dicotômica. As opções sempre e algumas vezes foram consideradas como impacto, e as opções poucas vezes, raramente e nunca foram consideradas como sem impacto.
A Escala Bianchi de Stress, formulada e validada no Brasil em 2009, é composta por 51 itens. Ela foi utilizada para avaliar o nível de estresse do profissional de enfermagem hospitalar no desempenho básico de suas atividades e a partir da sua utilização, verificou-se o domínio e as atividades mais estressantes11.
Variáveis
As variáveis independentes foram: características sociodemográficas (sexo, faixa etária, estado civil, anos de estudo, profissão, renda salarial e tempo de formado) e níveis estresse (baixo, médio e alto).
A variável dependente foi o escore do OHIP-14 considerando as sete dimensões: (limitação funcional, dor física, desconforto psicológico, incapacidade física, incapacidade psicológica, incapacidade social e deficiência).
Análise dos dados
Foi realizada análise descritiva dos dados, através de tabelas de frequência com número e percentual para cada um dos itens do instrumento de pesquisa. A relação entre as variáveis sociodemográficas, estresse e impacto de problemas bucais na qualidade de vida foi realizada através do Teste Exato de Fisher. Para verificar a força dessa associação, entre evento e exposição, foi calculado o Odds-ratio (OR). Para determinar a associação entre todas as dimensões combinadas do OHIP-14 (escore total), com as variáveis independentes utilizou-se o método de Mantel-Haenzsel, calculando a magnitude do efeito por meio do OR combinado. O nível alfa de significância utilizado em todas as análises foi de 5%. Para análise estatística dos dados foi utilizado o pacote estatístico IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0.
RESULTADOS
A partir dos dados obtidos, verificou-se que a maioria dos respondentes são do sexo feminino (89,2%), na faixa etária entre 44 a 50 anos (28,8%), casados (64%), com mais de 12 anos de estudos (71,2%), técnicos(as) de enfermagem (57,7%), com renda familiar mensal de até 5 salários-mínimos (60,3%) e tempo de formado de 16 anos ou mais (46,9%).
A prevalência do impacto produzido por problemas bucais na qualidade de vida foi de 51,4%, manifestada por 57 participantes da amostra, descritos na Tabela 01. As dimensões de maior impacto de saúde bucal foram dor física (37,8%) e desconforto psicológico (35,1%), seguidos de incapacidade física (27,9%), incapacidade psicológica (26,1%), deficiência (18,9%), limitação funcional (15,3%) e incapacidade social (11,7%), nesta ordem.
Quando analisada a variável faixa etária observou-se significância estatística nas dimensões deficiência (OR= 7,900, IC95%= 1,410; 10,198), desconforto psicológico (OR= 4,480, IC95%= 1,675; 11,985), dor física (OR= 3,813; IC95%= 1,435; 10,129), incapacidade social (OR= 4,393, IC95%= 1,304; 14,804), incapacidade psicológica (OR=3,070, IC%= 1,152; 8,184) e incapacidade física (OR= 2,698, IC=1,021; 7,128). No teste Mantel-Haenszelcombinado, os indivíduos acima de 50 anos declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 5,769 vezes maior de impacto (IC95%=1,806; 18,431), quando comparados àqueles com até 50 anos.
Em relação à variável estado civil, observou-se significância estatística nas dimensões incapacidade psicológica (OR= 5,519, IC95%= 2,217; 13,742) e deficiência (OR=3,792 IC95%= 1,410; 10,198). No teste Mantel-Haenszel combinado, os indivíduos solteiros, viúvos e divorciados declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 2,396 vezes maior de impacto (IC95%= 1,075; 5,340), quando comparados com aqueles casados/vivem juntos.
No que se refere à variável anos de estudo, verificou-se significância estatística nas dimensões incapacidade física (OR= 4,267, IC95%= 1,748; 10,414), incapacidade psicológica (OR= 4,097, IC95%= 1,660; 10,107), limitação funcional (OR= 4,675, IC95%= 1,592; 13,732), incapacidade social (OR= 4,933, IC95%= 1,473; 16,519), dor física (OR= 2,946, IC95%= 1,263; 6,874), deficiência (OR= 3,614, IC95%= 1,349; 16,519) e desconforto psicológico (OR= 2,936, IC95%= 1,254; 6,876). No teste Mantel-Haenszel combinado, os indivíduos com até 12 anos de estudo declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 2,766 vezes maior de impacto (IC95%= 1,159; 6,597), quando comparados àqueles com mais de 12 anos de estudo.
Tabela 1 - Características Sociodemográficas da Equipe de Enfermagem do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, Vitória-ES, Brasil.
|
Característica |
Número |
Percentual |
|
Sexo |
|
|
|
Feminino |
99 |
89,2 |
|
Masculino |
12 |
10,8 |
|
Faixa etária |
|
|
|
Até 43 anos |
57 |
51,4 |
|
44 – 50 anos |
32 |
28,8 |
|
51 anos ou mais |
22 |
19,8 |
|
Estado civil |
|
|
|
Solteiro Divorciado e Viúvo |
40 |
36,0 |
|
Casado/União Estável |
71 |
64,0 |
|
Anos de estudo |
|
|
|
Até 12 anos |
32 |
28,8 |
|
Mais de 12 anos |
79 |
71,2 |
|
Profissão |
|
|
|
Técnico de Enfermagem |
64 |
57,7 |
|
Enfermeiro |
47 |
42,3 |
|
Renda salarial |
|
|
|
Até 5 salários-mínimos |
67 |
60,3 |
|
Mais de 5 salários-mínimos |
44 |
39,6 |
|
Tempo de formado |
|
|
|
Até 5 anos |
7 |
6,3 |
|
6 – 10 anos |
23 |
20,7 |
|
11 – 15 anos |
29 |
26,1 |
|
16 anos ou mais |
52 |
46,9 |
|
Total |
111 |
100,0 |
Analisada a variável profissão e sua relação com o impacto de problemas bucais observou-se significância estatística em todas as dimensões, como mostra a Tabela 2. As dimensões foram dor física (OR= 4,495, IC95%= 1,817;10,798), desconforto psicológico (OR= 4,580, IC95%= 1,853; 11,320), deficiência (OR= 9,500, IC95%= 2,089; 43,197), incapacidade física (OR= 4,380, IC95%= 1,623; 11,824), limitação funcional (OR= 6,888, IC95%= 1,492; 31,806), incapacidade psicológica (OR= 3,833, IC95%= 1,414; 10,392) e incapacidade social (OR= 4,670, IC95%= 0,983;22,181). No teste Mantel-Haenszelcombinado, os técnicos de enfermagem declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 4,073 vezes maior de impacto (IC95%= 1,827; 9,077), quando comparado com os enfermeiros.
Tabela 2 - Distribuição da Equipe de Enfermagem do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, Vitória-ES, Brasil, de acordo com a frequência do Impacto de Problemas Bucais por dimensões. (n=111)
|
Dimensão OHIP |
Com impacto |
Sem Impacto |
||
|
Nº |
(%) |
Nº |
(%) |
|
|
Limitação Funcional |
17 |
(15,3) |
94 |
(84,7) |
|
Dor Física |
42 |
(37,8) |
69 |
(62,2) |
|
Desconforto Psicológico |
39 |
(35,1) |
72 |
(64,9) |
|
Incapacidade Física |
31 |
(27,9) |
80 |
(72,1) |
|
Incapacidade Psicológica |
29 |
(26,1) |
82 |
(73,9) |
|
Incapacidade Social |
13 |
(11,7) |
98 |
(88,3) |
|
Deficiência |
21 |
(18,9) |
90 |
(81,1) |
|
Geral |
57 |
(51,4) |
54 |
(48,6) |
|
|
|
|
|
|
Na análise da variável renda salarial também observou significância estatística, como vemos na Tabela 3. As dimensões desconforto psicológico (OR= 3,875, IC95%=1,569; 9,571), incapacidade física (OR= 3,770, IC95%= 1,396; 10,178), deficiência (OR= 5,020, IC95%= 1,381; 18,251), limitação funcional (OR= 6,058, IC95%= 1,311; 27,987), incapacidade psicológica (OR= 2,584, IC95%= 0,994; 6,717), dor física (OR= 2,162, IC95%= 0,952; 27,987) e incapacidade social (OR= 4,125, IC95%= 0,868; 19,608). No teste Mantel-Haenszel combinado, os indivíduos com renda até 5 salários-mínimos declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 2,353 vezes maior de impacto (IC95%= 1,080; 5,127), quando comparados com os que possuem renda superior a 5.755,00 reais.
Tabela 3 - Relação entre o Impacto de Problemas Bucais e a Profissão da Equipe de Enfermagem do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, Vitória-ES, Brasil.
|
Dimensão – OHIP |
Técnico de enfermagem |
Enfermeiro |
p valor |
OR |
||
|
Nº |
% |
Nº |
% |
|||
|
Limitação funcional |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
15 |
23,4 |
2 |
4,3 |
0,004 |
6,888 1,492 – 31,806 |
|
Sem impacto |
49 |
76,6 |
45 |
95,7 |
||
|
Dor física |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
33 |
51,6 |
9 |
19,1 |
0,000 |
4,495 1,871 – 10,798 |
|
Sem impacto |
31 |
48,4 |
38 |
80,9 |
||
|
Desconforto psicológico |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
31 |
48,4 |
8 |
17,0 |
0,000 |
4,580 1,853 – 11,320 |
|
Sem impacto |
33 |
51,6 |
39 |
83,0 |
||
|
Incapacidade física |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
25 |
39,1 |
6 |
12,8 |
0,002 |
4,380 1,623 – 11,824 |
|
Sem impacto |
39 |
60,9 |
41 |
87,2 |
||
|
Incapacidade psicológica |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
23 |
35,9 |
6 |
12,8 |
0,005 |
3,833 1,414 – 10,392 |
|
Sem impacto |
41 |
64,1 |
41 |
87,2 |
||
|
Incapacidade social |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
11 |
17,2 |
2 |
4,3 |
0,032 |
4,670 0,983 – 22,181 |
|
Sem impacto |
53 |
82,8 |
45 |
95,7 |
||
|
Deficiência |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
19 |
29,7 |
2 |
4,3 |
0,000 |
9,500 2,089 – 43,197 |
|
Sem impacto |
45 |
70,3 |
45 |
95,7 |
||
|
Mantel-Haenszel |
|
|
|
|
0,000 |
4,073 1,827 – 9,077 |
Quando analisado o impacto de saúde bucal com a variável estresse observou relação estatisticamente significante, descritos na Tabela 4. Nas dimensões deficiência (OR= 4,000, IC95%= 1,098; 14,574), incapacidade social (OR= 7,600, IC95%= 0,949; 60,838) e incapacidade psicológica (OR= 2,582, IC95%= 0,949; 7,025). No teste Mantel-Haenszel combinado, os indivíduos com médio/alto nível de estresse declararam maior frequência de impacto. Calculado o OR, os indivíduos apresentaram uma chance 1,618 vezes maior de impacto (IC95%= 0,738; 3,548), quando comparados com os que possuem baixo nível de estresse.
Em relação às variáveis sexo e tempo de formado, não foi encontrada significância estatística em nenhuma das dimensões do OHIP-14 e nas dimensões combinadas através do Teste de Mantel-Haenszel.
Tabela 4 - Relação entre o Impacto de Saúde Bucal e a Renda de Profissionais da Equipe de Enfermagem do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, Vitória-ES, Brasil.
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Dimensão – OHIP |
Até 5 salários-mínimo |
Mais de 5 salários-mínimo |
p valor |
OR |
||
|
Nº |
% |
Nº |
% |
|||
|
Limitação funcional |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
15 |
22,4 |
2 |
4,5 |
0,008 |
6,058 1,311 – 27,987 |
|
Sem impacto |
52 |
77,6 |
42 |
95,5 |
||
|
Dor física |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
30 |
44,8 |
12 |
27,3 |
0,048 |
2,162 0,952 – 4,908 |
|
Sem impacto |
37 |
55,2 |
32 |
72,7 |
||
|
Desconforto psicológico |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
31 |
46,3 |
8 |
18,2 |
0,002 |
3,875 1,569 – 9,571 |
|
Sem impacto |
36 |
53,7 |
36 |
81,8 |
||
|
Incapacidade física |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
25 |
37,3 |
6 |
13,6 |
0,005 |
3,770 1,396 – 10,178 |
|
Sem impacto |
42 |
62,7 |
38 |
86,4 |
||
|
Incapacidade psicológica |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
22 |
32,8 |
7 |
15,9 |
0,037 |
2,584 0,994 – 6,717 |
|
Sem impacto |
45 |
67,2 |
37 |
84,1 |
||
|
Incapacidade social |
|
|
|
|
|
|
|
Com impacto |
11 |
16,4 |
2 |
4,5 |
0,050 |
4,125 0,868 – 19,608 |
|
Sem impacto |
56 |
83,6 |
42 |
95,5 |
||
|
Deficiência |
|
|
|
|
|
|
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Com impacto |
18 |
26,9 |
3 |
6,8 |
0,006 |
5,020 1,381 – 18,251 |
|
Sem impacto |
49 |
73,1 |
41 |
93,2 |
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Mantel-Haenszel |
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|
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0,024 |
2,353 1,080 – 5,127 |
DISCUSSÃO
O OHIP-14 é o instrumento de pesquisa mais utilizado para avaliar de forma subjetiva o impacto da saúde bucal na qualidade de vida, trazendo essa autopercepção para análise, possibilitando através dos seus indicadores compreender melhor as necessidades do público estudado12,13,14.
Aproximadamente metade dos participantes deste estudo experimentaram impacto dos problemas bucais na qualidade de vida em uma ou mais dimensões do OHIP-14. Esta taxa de impacto observada nesta pesquisa foi superior aos resultados de prevalência relatados em estudos realizados no estado do Espírito Santo, que foram aproximadamente de 30%5,15,16.
O considerável impacto identificado pode ter se agravado diante do cenário pandêmico da COVID-19, causada pelo novo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2), que incorreu em mudanças de comportamentos em todos os âmbitos trabalhistas12,13,14. Os procedimentos eletivos de cuidados básicos com a saúde bucal podem ter sido colocados em segundo plano e não foram tratados de forma rotineira, uma vez que a maior preocupação era com a contaminação com o SARS-CoV-2.
A constatação do elevado impacto dos problemas bucais na qualidade de vida, conforme identificado em nosso estudo, adquire ainda mais relevância quando consideramos que no mesmo campus há disponibilidade de atendimento odontológico gratuito oferecido pelo curso de odontologia. Por outro lado, durante um período da pandemia, os atendimentos odontológicos eletivos foram suspensos no campus, assim como em outras localidades17, ocorrendo de forma restrita. Como consequência, observa-se um aumento significativo no surgimento de problemas bucais. Segundo um estudo recente, as infecções bucais aumentaram de 51% para 71,9% nesse período18.
Os resultados deste estudo mostraram que a dor física e o desconforto psicológico tem impacto na saúde bucal em mais de um terço dos profissionais avaliados. As questões envolvidas nesses dois quesitos giram em torno de dor e desconforto na região oral e sentimentos envolvidos a problemas bucais, resultados semelhantes foram encontrados em outros estudos2,19.
Alguns indivíduos consideram a função estética dos dentes como mais prioritária do que a função mastigatória20. Levando em conta que a equipe de enfermagem tem diversas responsabilidades, incluindo a interação social com o público, é compreensível que haja uma maior atenção à estética oral. Dessa forma, é possível entender a ênfase nessas duas dimensões (dor física e o desconforto psicológico). A dificuldade em aceitar e o constrangimento associado a problemas bucais interfere diretamente na qualidade de vida de uma pessoa19,21.
Na variável faixa etária observamos que os participantes acima de 50 anos apresentaram impacto em seis das sete dimensões do OHIP-14, deficiência, desconforto psicológico, dor física, incapacidade social, incapacidade psicológica e incapacidade física, outros estudos também mostram maior impacto em indivíduos com idade mais avançada5,22. Notamos que a idade se torna um fator limitador na qualidade de vida quando não se tem um correto acompanhamento, prevenção e intervenção em momentos oportunos.
Foi observado que pessoas casadas têm menor impacto de problemas bucais na qualidade de vida. Alguns estudos mostram que pessoas que possuem um relacionamento estável possuem uma rede de apoio e isso faz com que exista um maior cuidado e promoção de saúde23,24,25. Em contrapartida, os solteiros, viúvos e divorciados por não possuírem essa rede de apoio se tornam mais vulneráveis e susceptíveis aos impactos gerados pelos problemas bucais23,24.
Os dados obtidos em relação à variável anos de estudo mostraram que os indivíduos com até 12 anos de estudo, declararam maior frequência de impacto do que aqueles com mais tempo, resultados semelhantes foram encontrados por outros autores12,14. A escolaridade é um determinante social de saúde que age de forma a distanciar as populações, onde um maior tempo de estudo e conhecimento beneficia em uma melhor qualidade de vida2.
Em relação à profissão, observou-se que os técnicos de enfermagem apresentaram maior impacto de problemas bucais na qualidade de vida do que os enfermeiros. Tal fato pode ser justificado pelos anos de estudo, pois observamos que essa variável influencia no impacto. De acordo com um inquérito26 nacional, 80,0% dos enfermeiros brasileiros possuem algum curso de pós-graduação, enquanto 34,3% dos auxiliares e técnicos de enfermagem eram apenas graduados.
Outra variável observada com significância estatística foi a renda salarial, os indivíduos com renda de até 5 salários-mínimos declararam maior frequência de impacto. Os técnicos de enfermagem possuem salários menores que dos enfermeiros, sendo outro fator que pode justificar maior impacto neste grupo. As variáveis estudadas se relacionam entre si, quem apresenta menos anos de estudo apresenta também menor renda salarial que nesta população é constituída pelos técnicos de enfermagem.
Considerando a possível influência do nível de estresse sobre impactos de problemas bucais na qualidade de vida, indivíduos com alto e médio nível de estresse obtiveram maior frequência de impacto. Os profissionais da saúde, da equipe de enfermagem, parecem estar mais predispostos a serem afetados e expostos frequentemente a situações estressantes5.
Exigências de cunho profissional como a jornada de trabalho, reorganização de recursos humanos e materiais, elaboração e implementação de protocolos, bem como exigências emocionais, expõe os operadores à acentuada pressão por produtividade e resultados. Associado a isto, existe um risco de contaminação e adoecimento27, que podem interferir negativamente na saúde do trabalhador28.
Quanto às limitações do estudo, cabe ressaltar que, por se tratar de uma pesquisa de natureza transversal, as análises limitam-se na interpretação pela temporalidade. Outro item a considerar é que a amostra estudada contou com o desejo de participação individual, podendo ter ficado de fora da pesquisa indivíduos mais estressados que optaram por não responder os questionários em seu ambiente de trabalho.
A elaboração de propostas baseadas na educação em saúde, na autopercepção e no autocuidado é importante para fortalecer o empoderamento dos trabalhadores. Estudos relacionando o impacto de saúde bucal na qualidade de vida com variáveis sociodemográficas e outras variáveis como por exemplo o estresse, que foi o caso desse estudo, podem ser úteis para o desenvolvimento de programas e ações voltados para a saúde desse público.
Ainda não se sabe ao certo a gravidade das consequências do período pandêmico na saúde bucal, no entanto, essas mudanças ainda não conhecidas só reforçam a necessidade de estudos que esclareçam o impacto que isso acarretará na qualidade de vida. Fica claro que existe uma correlação da qualidade de vida com a saúde bucal, o que indica que são necessários estudos qualitativos para entender melhor essa relação.
Diante deste estudo, conclui-se que as condições de saúde bucal impactam na qualidade de vida da equipe de enfermagem hospitalar. Os técnicos de enfermagem apresentaram maior chance de impacto em todas as dimensões, que pode ser influenciada por fatores como idade, estado civil, anos de estudo, renda salarial e estresse. Além disso, maiores níveis de estresse colaboram para maior frequência de impacto na qualidade de vida destes profissionais.
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Declaração de conflito de interesses:
Nada a declarar.
Fomento e Agradecimento:
Nada a declarar.
Critérios de autoria (contribuições dos autores):
Júlia Saraiva de Almeida Barbosa. Concepção e desenho da pesquisa; obtenção de dados; análise e interpretação dos dados; redação do manuscrito.
Maiara Campos Linhares Sampaio. Revisão crítica e edição do manuscrito.
Sarah Miranda Cosmo. Concepção e desenho da pesquisa; análise e interpretação dos dados; revisão crítica do manuscrito.
Maria Helena Monteiro de Barros Miotto. administração de projetos; revisão crítica e edição do manuscrito.
Elizabeth Pimentel Rosetti. Concepção e desenho da pesquisa; obtenção de dados; metodologia.
Editor Científico: Ítalo Arão Pereira Ribeiro. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0778-1447
Rev Enferm Atual In Derme 2026;100(1): e026019