AUTOMEDICAÇÃO EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.31011/reaid-2026-v.100-n.3-art.2707Palavras-chave:
AUTOMEDICAÇÃO, Saúde Pública, Epidemiologia;Resumo
Introdução: A automedicação é prática altamente prevalente no Brasil, impulsionada pela facilidade de acesso, experiências prévias e influência familiar, com índices especialmente elevados entre estudantes da área da saúde. Embora comum, tal prática envolve riscos relevantes, como intoxicações, alergias e uso inadequado de medicamentos, reforçando a necessidade de compreender seus fatores associados e impactos na saúde coletiva. Objetivo: Identificar a automedicação em universitários como possível novo problema de saúde pública. Métodos: Trata-se de um estudo transversal quantitativo realizado com universitários de qualquer curso. A amostra foi investigada acerca da prevalência da automedicação, sua frequência, motivos e influências, por meio de formulário eletrônico. Os dados foram analisados no software Jamovi e o estudo foi aprovado por Comitê de Ética e Pesquisa. Resultados: Houve prevalência do sexo feminino (67,5%) e mediana de idade igual a 20 anos, além de predomínio da automedicação entre estudantes não pertencentes à área da saúde (88,88%). Além disso, 99,5% da amostra mantinha medicamentos em casa e 94,7% relataram ter utilizado fármacos nos últimos 12 meses. Também, 69,2% dos participantes compraram medicamentos sem prescrição médica e as principais fontes de orientação para a automedicação foram amigos ou familiares (48,6%). Conclusão: O estudo confirmou que a automedicação é altamente prevalente entre universitários, inclusive entre estudantes da área da saúde, influenciada por fatores culturais, armazenamento doméstico de fármacos e sintomas comuns como dor e gripe. Os resultados apontam para a necessidade de estratégias educativas e institucionais que promovam o uso racional de medicamentos reduzindo essa prática em ambientes acadêmicos.
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