PERFIL DAS LESÕES DE PELE DE USUÁRIOS ASSISTIDOS NA ATENÇÃO À SAÚDE NA REGIÃO AMAZÔNICA
DOI:
https://doi.org/10.31011/reaid-2026-v.100-n.3-art.2785Palavras-chave:
Atenção a saúde, Ferimentos e Lesões, Perfil de Saúde, EpidemiologiaResumo
Objetivo: delinear o perfil clínico, social e epidemiológico de pessoas com lesões de pele assistidas em serviços de saúde da região Amazônica. Método: Estudo de múltiplas etapas, cuja fase inicial consistiu em delineamento transversal e descritivo, realizado em serviços de atenção primária e especializada. A amostra preliminar foi composta por 23 indivíduos adultos com lesões cutâneas em acompanhamento nos serviços. A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2025 a janeiro de 2026, por meio de instrumento estruturado contemplando variáveis sociodemográficas, clínicas e características das lesões. Os dados foram analisados por estatística descritiva. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Predominaram indivíduos do sexo masculino (56,52%) e com idade superior a 50 anos (78,25%), sem companheiro(a) (56,52%), com baixa escolaridade (65,21%) e renda de até um salário mínimo (78,26%). Observou-se elevada frequência de hipertensão e diabetes (39,10%), mobilidade reduzida (82,61%), incontinência (56,52%) e sobrepeso (39,13%). Mais da metade apresentou ingestão hídrica inferior a 2 litros/dia (52,17%) e ressecamento cutâneo (47,83%). As lesões foram predominantemente lesões por pressão (43,48%), localizadas na região sacral e em extremidades inferiores (47,83%), com tempo de evolução superior a 90 dias (69,57%). Predominaram lesões de pequeno porte (43,48%) e superficiais (60,87%). Conclusão: Os achados evidenciam um perfil de vulnerabilidade clínica e social associado à ocorrência e persistência de lesões de pele, subsidiando o planejamento de estratégias assistenciais e futuras intervenções terapêuticas de baixo custo no contexto do sistema de saúde.
Downloads
Referências
(1) Menezes SM, Fonseca AKB, Matos NM. Perfil de pacientes com lesões cutâneas hospitalizados em uma unidade de internação de clínica médica. Health Residencies Journal. 2022;3(15):95-108. doi:10.51723/hrj.v3i15.426. DOI: https://doi.org/10.51723/hrj.v3i15.426
(2) Martins GMM, Santos TFA, Faustino MVS, Fernandes FECV, Góis ARS, Mola R. Cuidados de enfermagem aos familiares, cuidadores e portadores de lesões cutâneas em ambiente domiciliar e ambulatorial. Enferm Bras. 2022;21(1). DOI: https://doi.org/10.33233/eb.v21i1.4941
(3) Monteiro DS, Borges EL, Spira JAO, Garcia TF, Matos SS. Incidence of skin injuries, risk and clinical characteristics of critical patients. Texto Contexto Enferm. 2021;30:e20200125. doi:10.1590/1980-265X-TCE-2020-0125. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-265x-tce-2020-0125
(4) Sen CK, Gordillo GM, Roy S, Kirsner R, Lambert L, Hunt TK, et al. Human skin wounds: a major and snowballing threat to public health and the economy. Wound Repair Regen. 2009;17(6):763-71. doi:10.1111/j.1524-475X.2009.00543.x. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1524-475X.2009.00543.x
(5) Urban K, Chu S, Giesey RL, Mehrmal S, Uppal P, Delost ME, et al. Burden of skin disease and associated socioeconomic status in Asia: a cross-sectional analysis from the Global Burden of Disease Study 1990–2017. JAAD Int. 2020;2:40-50. doi:10.1016/j.jdin.2020.12.010. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jdin.2020.10.006
(6) Richard MA, Paul C, Nijsten T, Gisondi P, Salavastru C, Taieb C, et al. Prevalence of most common skin diseases in Europe: a population-based study. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2022;36(7):1088-1096. doi:10.1111/jdv.18050. DOI: https://doi.org/10.1111/jdv.18050
(7) Duro CLM, Kaiser DE, Duarte ERM, Paczek RS, Araújo RR. Educação permanente em lesões crônicas de pele: relato de experiência. Cienc Cuid Saude. 2022;21:e58953.
(8) Trivellato MLM, Kolchraiber FC, Frederico GA, Morales DCAM, Silva ACM, Gamba MA. Práticas avançadas no cuidado integral de enfermagem a pessoas com úlceras cutâneas. Acta Paul Enferm. 2018;31(6):600-8. doi:10.1590/1982-0194201800083. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0194201800083
(9) Martins AFM, Peres AA, Campos CS, Santos KB. Perfil epidemiológico de lesões cutâneas crônicas de pacientes internados. Rev Enferm UFPE On Line. 2021;15:e244519. doi:10.5205/1981-8963.2021.244519. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.244519
(10) Galvão NS. Prevalência de feridas agudas e crônicas e fatores associados em pacientes de hospitais públicos em Manaus-AM [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2016. doi:10.11606/T.7.2017.tde-19052017-093929. DOI: https://doi.org/10.11606/T.7.2017.tde-19052017-093929
(11) Graves N, Ganesan G, Tan KB, Goh OQ, Ho J, Chong TT, et al. Chronic wounds in a multiethnic Asian population: a cost of illness study. BMJ Open. 2023;13(9):e065692. doi:10.1136/bmjopen-2022-065692. DOI: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2022-065692
(12) Sousa FC, Sampaio LRL, Gadelha NAS, Bandeira PFR, Dantas TP, Pinheiro WR, et al. Custos diretos com feridas crônicas em serviço ambulatorial de uma universidade pública no nordeste brasileiro. Rev Enferm Atual In Derme. 2024;98(1):e024264. Disponível em: https://mail.revistaenfermagematual.com.br/revista/article/view/2021 DOI: https://doi.org/10.31011/reaid-2024-v.98-n.1-art.2021
(13) Palumbo FP, Harding KG, Abbritti F, Bradbury S, Cech JD, Ivins N, et al. Novo produto de curativo à base de surfactante para melhorar as taxas de fechamento de feridas não cicatrizadas: um estudo multicêntrico europeu incluindo 1036 pacientes. Feridas. 2016;28(7):233-40.
(14) Dewan B, Shinde S, Motwani N. Segurança e eficácia de uma combinação de dose fixa de tripsina, bromelina e rutosídea no manejo de feridas: um ensaio clínico randomizado. Cureus. 2025;17(4):e82093. doi:10.7759/cureus.82093. DOI: https://doi.org/10.7759/cureus.82093
(15) Ministério da Saúde (BR). Protocolo para prevenção e tratamento de úlcera por pressão. Brasília-DF: Ministério da Saúde; 2013.
(16) National Pressure Injury Advisory Panel, European Pressure Ulcer Advisory Panel, Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention and treatment of pressure ulcers/injuries: clinical practice guideline. Schaumburg, IL: NPIAP; 2019.
(17) World Health Organization. Guidelines on basic wound care. Geneva: WHO; 2018.
(18) Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente: prevenção de lesão por pressão. Brasília-DF: ANVISA; 2017.
(19) Guo HF, Li J, Wang Y, Liu X, Liu H, Li J, et al. A new histological score grade for deep partial-thickness burn wound healing process. Int J Burns Trauma. 2020;10(5):218-224.
(20) Pasquali L. Instrumentação psicológica: fundamentos e práticas. Porto Alegre: Artmed; 2010.
(21) Fecchio CA, et al. Pressure injuries in adults and the elderly: a scoping review. Cogitare Enferm. 2024;29:e96752. doi:10.1590/ce.v29i0.96752. DOI: https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.95368
(22) Oliveira BA, et al. Point prevalence and risk factors for pressure ulcers in hospitalized adult patients. Einstein (São Paulo). 2024;22:eAO0811. doi:10.31744/einstein_journal/2024AO0811. DOI: https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2024AO0811
(23) Li Z, Lin F, Thalib L, Chaboyer W. Global prevalence and incidence of pressure injuries: a systematic review and meta-analysis. Int J Nurs Stud. 2020;105:103546. doi:10.1016/j.ijnurstu.2020.103546. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2020.103546
(24) Farage MA, Miller KW, Elsner P, Maibach HI. Intrinsic and extrinsic factors in skin ageing: a review. Int J Cosmet Sci. 2020;42(4):300-307. doi:10.1111/ics.12617. DOI: https://doi.org/10.1111/ics.12617
(25) Sinikumpu SP, et al. The high prevalence of skin diseases in adults aged 70 and older. J Am Geriatr Soc. 2020;68(11):2565-2571. doi:10.1111/jgs.16706. DOI: https://doi.org/10.1111/jgs.16706
(26) Almeida MS, et al. Exploring men's health in medium and high complexity care in Brazil: a deductive thematic analysis of social determinants. Belitung Nurs J. 2024;10(1):96-104. doi:10.33546/bnj.3008. DOI: https://doi.org/10.33546/bnj.3008
(27) Kubrak A, et al. Epidemiology of skin diseases in Poland: analysis of prevalence and risk factors. Dermatol Ther (Heidelb). 2025. doi:10.1007/s13555-025-01464-5. DOI: https://doi.org/10.1007/s13555-025-01464-5
(28) Paiva Neto FT, et al. Barriers to self-care among men: discourses of men participating in a health education group. Salud Colect. 2020;16:e2250. doi:10.18294/sc.2020.2250. DOI: https://doi.org/10.18294/sc.2020.2250
(29) Guo S, Dipietro LA. Factors affecting wound healing. J Dent Res. 2010;89(3):219-229. doi:10.1177/0022034509359125. DOI: https://doi.org/10.1177/0022034509359125
(30) Wilkinson HN, Hardman MJ. Wound healing: cellular mechanisms and pathological outcomes. Open Biol. 2020;10(9):200223. doi:10.1098/rsob.200223. DOI: https://doi.org/10.1098/rsob.200223
(31) Gefen A, Brienza DM, Cuddigan J, Haesler E, Kottner J. Our contemporary understanding of the aetiology of pressure ulcers/injuries. Int Wound J. 2022;19(3):692-704. doi:10.1111/iwj.13667. DOI: https://doi.org/10.1111/iwj.13667
(32) Coleman S, Nixon J, Keen J, Wilson L, McGinnis E, Dealey C, et al. A new pressure ulcer conceptual framework. J Adv Nurs. 2014;70(10):2222-2234. doi:10.1111/jan.12405. DOI: https://doi.org/10.1111/jan.12405
(33) McNichol L, Bliss DZ, Gray M. Moisture-associated skin damage: expanding practice based on the newest ICD-10-CM codes. J Wound Ostomy Continence Nurs. 2022;49(3):235-239. doi:10.1097/WON.0000000000000873. DOI: https://doi.org/10.1097/WON.0000000000000873
(34) Gray M, Giuliano KK. Incontinence-associated dermatitis: characteristics and relationship to pressure injury. J Wound Ostomy Continence Nurs. 2018;45(1):63-67. doi:10.1097/WON.0000000000000390. DOI: https://doi.org/10.1097/WON.0000000000000390
(35) Cotterell A, Griffin M, Downer MA, Parker JB, Wan D, Longaker MT. Understanding wound healing in obesity. World J Exp Med. 2024;14(1):86898. doi:10.5493/wjem.v14.i1.86898. DOI: https://doi.org/10.5493/wjem.v14.i1.86898
(36) Darlenski R, Mihaylova V, Handjieva-Darlenska T. The link between obesity and the skin. Front Nutr. 2022;9:855573. doi:10.3389/fnut.2022.855573. DOI: https://doi.org/10.3389/fnut.2022.855573
(37) Palma L, Marques LT, Bujan J, Rodrigues LM. Dietary water affects human skin hydration and biomechanics. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2015;8:413-421. doi:10.2147/CCID.S86822. DOI: https://doi.org/10.2147/CCID.S86822
(38) Ousey K, Cutting KF, Rogers AA, Rippon MG. The importance of hydration in wound healing. J Wound Care. 2016;25(3):122-130. doi:10.12968/jowc.2016.25.3.122. DOI: https://doi.org/10.12968/jowc.2016.25.3.122
(39) Proksch E, Brandner JM, Jensen JM. The skin: an indispensable barrier. Exp Dermatol. 2008;17:1063-1072. doi:10.1111/j.1600-0625.2008.00786.x. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1600-0625.2008.00786.x
(40) Gurtner GC, Werner S, Barrandon Y, Longaker MT. Wound repair and regeneration. Nature. 2008;453(7193):314-321. doi:10.1038/nature07039. DOI: https://doi.org/10.1038/nature07039
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Enfermagem Atual In Derme

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.











